domingo, 9 de março de 2014

VOCÊ LÊ AS NOTÍCIAS POLICIAIS ?

Há muita gente que liga a televisão e fica assistindo sistematicamente as notícias policiais. Há alguns jornais de papel que exibem com ênfase as informações contendo tais ocorrências. Estes jornais tinham (e com certeza continuam tendo ) a sua clientela fixa; assim como os aficionados pelo "caderno esportivo" há aqueles das "crônicas policiais". A pergunta que nos fazemos é: o que, finalmente, os prende a tais tipos de notícias, com suas imagens chocantes? - o que finalmente vêm nelas e o que descobrem? - Analisando, com o meu modo de ver particular, eu concluiria: Esses leitores ou telespectadores ficam fascinados pelo realismo (como no chamado "reality show") - das cenas, dos fatos, da bravura policial e da dinâmica da cidade, que mostra a vida na sua mais pura essência. Destacam o outro lado da "moeda"ao passo que desmascaram os atores reais ou desnudando-os por completo... - É o "mal" emergindo do "bem". Também eu me arriscaria a conceituar: é a "civilização" passada a limpo. Quantas vezes você conheceu alguém com atitudes corretas, com o comportamento impecável e de repente ele se mostra outra pessoa, com atitudes que contradizem tudo. Faz-me lembrar algo que já li sobre a teoria de Lombroso, que é mais ou meno assim: "... Em princípio todo indivíduo é um criminoso em potencial..." Quando não o é na prática é por causa da educação recebida. Daí a explicação conclusiva: a ação da "educação" só disfarça o verdadeiro sujeito, ou seja: se ele conviveu num ambiente saudável ele é bom; do contrário, ele já revela o que de fato é, com toda a franqueza a que tem direito. No dia-a-dia da nossa vida, nos momentos em que somos pressionados, como no trânsito, é muito difícil segurar o mau humor que leva a cometer-se atos imperdoáveis, como os que a própria mídia costuma mostrar. Há também os que adotam o vandalismo puro, que cometem atos que eles próprios não têm explicação do porquê foram levados cometê-los. E assim acontece no mundo "misterioso" do ser humano, cuja personalidade real não será fácil prever-se. Eu, particularmente, algumas vezes dedico tempo vendo na televisão o desenrolar dos fatos e das cenas policiais correspondentes. Já tentei me analisar do porquê disto. Acho que estou tentando buscar respostas sobre o comportamento das pessoas e das circunstâncias em que ocorreram tais fatos. A propósito, tenho um compromisso pessoal, em relação às minhas modestas opiniões expostas neste blog, de não entrar no mérito do assunto "política" (como em alguns outros), mas não poderia deixar de emitir algo que é preocupação, neste momento: é sobre o crescimento rápido da violência no nosso país, do envolvimento crescente de "menores" no crime, da insensibilidade dos poderes como governo, congresso e justiça. A eles cabe criar as leis e os recursos que venham coibir esta onda perigosa da delinquência que nos preocupa neste momento. Para encerrar, eu lembraria aqui também o nosso grau de responsabilidade político, como eleitores que somos, com a renovação do poder entre homens públicos poderosos que serão responsáveis ou que regerão a nossa vida e o nosso destino, no período que se seguirá. Observe, eu não estou falando de política propriamente dita; só estou falando do "politicamente correto". obrigado, um abraço a você que se deu ao trabalho de ler este texto e que certamente irá refletir sobre o que tentei dizer. Hozanan R. Parente

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CONVERSANDO COM O LEITOR

Eu gostaria de deixar claro que a comunicação, aqui, entre nós - eu que escrevo e você que me lê - é como de fato devia ser: um contato lógico, como toda comunicação no Universo, formada entre dois pontos : um "emissor", o outro "receptor". - Mas onde eu quero chegar, com isso ? - Comecei o blog em 2007, fiz algumas interrupções (já comentadas, antes) e voltei a fazer as postagens em 2013. Sei que não tenho muitos leitores; talvez a divulgação do blog seja pequena, talvez os meus conteúdos não sejam do total agrado de todos, mas há quem esteja acompanhando, com certeza. Sei, outrossim, que as pessoas que se propõem a lê-los têm opinião formada a respeito. Porém eu ficaria feliz em saber suas opiniões sinceras, até para poder rever, melhorar, agradar mais com meus temas. Peço, encarecidamente a todos, que façam comentários, critiquem ou até elogiem, no que couber. Sei que não convenço a todos, mas quero ter a certeza de agradar a alguém. Eu ficaria muito grato, por tanto, se me retornassem. Aproveito a oportunidade para informar que, no momento, estou concluindo um livro, que brevemente estarei mostrando às editoras. O título (talvez definitivo) será : "Contos & Crônicas de Um Brasil Feliz". São pequenas historias, em linguagem simples, cujo conteúdo é um misto entre realidade e ficção: fatos vividos na experiência pessoal ou testemunhal e outros, criados na imaginação. Estarei relatando a evolução do projeto, à medida que ele vá se concretizando. Deste mesmo livro, estou-lhes mostrando, antecipadamente, uma das histórias, a titulo de demonstração: A LUA POR PRESENTE - Juarez, você me faria um pequeno obséquio ? - Claro, Letícia ! - Mesmo que quisesse a Lua eu a traria para você. Juarez tinha por Letícia um desses grandes amores - grandes e não correspondidos - que ele, em seu íntimo, alimentava. Letícia o estimava, mas como a um bom amigo, ao passo que ele vivia a adivinhar os pensamentos dela. Àquele dia Letícia havia esquecido seus documentos na loja onde fizera compras e recebera um telefonema do gerente para retirá-los. Não querendo dar uma viagem só para isso, resolveu solicitar a ajuda do bom amigo. - Mas como, então me traria a Lua ? - disse rindo. Mesmo se isso fosse possível eu não aceitaria ; tal gesto poderia me fazer sua escrava. - Ora Letícia, para o amor nada é impossível. Você acha que estou apenas brincando...? Juarez, com seus olhos sonhadores, afastou-se dali e foi buscar os documentos pedidos pela amiga e ao mesmo tempo objeto do seu mais caloroso desejo. O final do dia chegou rápido. A noite era linda, uma dessas noites de verão de céu cristalino, sem nuvens. A cabeça de Juarez era só sonhos. O adulto não dispensara o adolescente de alma de poeta que lhe habitava o ser... Há, mas os deuses protegem os seus eleitos, e Juarez era um eleito dos deuses ! À noite, ao retornar àquela casa, Juarez não trouxe só os documentos, objeto da sua missão principal. Trouxe também a Lua para ofertar ao seu amor. Trouxe-a numa bandeja de prata ! Lá estava ela, brilhante, redonda, ao fundo da bandeja, secundada por mais um punhado de estrelas cintilantes... Letícia, agora tocada por uma tal sensação de felicidade, vacilava entre sonâmbula e acordada: "meu Deus, devo ter dormido... mas foi tão claro o sonho !" - "ou não foi sonho !?" Letícia estava feliz. Havia sido tocada pelo milagre do amor. Se estava feliz, pouco lhe importaria se o fato fora sonho ou se, absurdamente, realidade. (Hozanan R. Parente) Até breve, amigos.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

À PROCURA DE UMA IDEIA

No meu propósito de escrever algo para o "blog" (afinal, comprometi-me a manter a sua continuidade, o que desejo fazer dando o melhor de mim), quando vi e ouvi na televisão um documentário contendo a história geológica e a formação da estrutura física do nosso planeta, a terra. Entre os detalhes que pude assimilar sobre a teoria em questão, muito bem exposta por um professor formado em geologia, estavam as famosas "placas tectônicas" responsáveis pela formação de relevos, de montanhas elevadas, dos desequilíbrios que provocam acomodações no interior da terra e sob a superfície dos mares, que entre outras consequências para a história e formação do planeta, estão a quebra e divisões que resultaram na separação dos continentes e a existência dos tremores e dos vulcões, cujos efeitos são bastante conhecidos. O fato que me despertou grande curiosidade foi quando ele explicou a forma como é idealizada a marcação do tempo, com base na análise experimental de alguns tipos de rochas, que fornecem datas e a quantidade do tempo de vida da terra. Ora, por tais experimentos a idade da terra, pasmem, é de "cinco bilhões de anos". Agora eu me ponho a refletir: para tamanha grandeza de tempo comparativo, o que vem a significar uma vida humana? - Em comparação com alguém que no máximo consegue viver por 100 anos, o que isto representa? - Quase nada... Aliás, não sei, não sabemos, se Deus projetou o homem para viver muito além desse período de anos de vida (que só conseguem mesmo alguns poucos privilegiados). Talvez Deus quis nos dizer que isto (o tempo de vida) é tempo suficiente para aprender algo da vida, se fizermos direitinho a lição de casa.Muitos não conseguem o fim da estrada, outros chegam lá mas não foram bastante aplicados nos "estudos"; outros há, ainda, que embora dedicados não conseguiram alcançar o fim da caminhada. Eu agora me detenho naqueles mais "negligentes" que brincaram muito, não fizeram as lições e nem se dispuseram a prosseguir na jornada. Você, leitor, então me dirá: "Ora, Deus não lhes permitiu (posto que "estrada", aqui, vale 100 anos). E eu talvez lhe responda: Deus deve ter tido suas razões para tomar tais decisões. Com este tempo limitado de vida Ele, talvez quis dar uma chance a maior número de pessoas, para, enfim, testá-los no seu "livre-arbítrio, com sua generosidade paternal. Devo acrescentar, aqui, que o que desejo menos é a ideia de me intrometer nos assuntos de Deus... Outra coisa me faz pensar, é que fico muito triste diante da fatalidade que é a morte de um jovem ou de uma criança, que não tiveram a chance única, absoluta e incomparável de viver e "sonhar" a vida, mesmo esta vida, cheia de altos e baixos, às vezes dissabores, mas que todos almejamos e preservamos, como o nosso bem mais valioso. Desejo, aqui, despedir-me com um grande abraço e o agradecimento a todos que me honram com a paciência de suas leituras. Até breve. Hozanan.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PARABÉNS, SÃO PAULO, 460

Quero eu também compartilhar com as homenagens que todos os meios de comunicação prestam a São Paulo,nesta data comemorativa de 25 de janeiro. Entre os inúmeros migrantes que adotaram esta terra tão cosmopolita para crescer e viver eu, também, me sinto agradecido de aqui ter sido bem-vindo. E como já conto com o maior número de anos de minha existência vividos aqui, considero-me "da terra", embora mantenha legítimas as minhas raízes, a minha memória e história pessoais, da minha origem. Acredito que todos os imigrantes advindos dos mais diversos recantos do planeta com suas particulares histórias, concordam comigo. A São Paulo hospitaleira, com seus braços abertos, sempre a todos deu as "boas vindas". É verdade que todos contribuíram com suas culturas e com o seu trabalho; todos são (ou somos ) muito reconhecidos ao querido São Paulo, por ter proporcionado, a todos, uma segunda "pátria" para progredir e viver em paz. Fazendo uma radiografia da cidade de São Paulo encontramos pontos e contrastes em que certamente o habitante, o "paulistano", mantém uma relação de amor e ódio pela urbe, que às vezes nos deixa em dúvida se vale a pena viver no ritmo requerido pelo cotidiano do seu povo: "São Paulo cobra-nos caro para viver aqui"; é uma expressão que sempre ouço. Mas há um reconhecimento generalizado, o de que a terra oferece uma boa qualidade de vida a quem oferece sua força de trabalho. Falando por mim mesmo, declaro ter a consciência de uma profunda ligação com esta terra. Em dois curiosos sonhos (supertição à parte ) eu me vi numa época remota, da história da cidade, como visitante do lugar. No primeiro sonho, eu me vi no vale do Anhamgabaú a beira de um rio ( que de fato existe sob as construções da mesma região). À beira daquele rio havia uma imensa floresta, árvores altas e a sensação de que eu lá estava,na paisagem, que imagino existente em séculos passados. No outro, eu participava de uma noite paulistana, lá entre a Avenida Paulista e o início da Rua da Consolação. Minha atenção, no sonho, voltava-se para uns tipos diferente de bares, pessoas com roupas diferentes; as casas e os prédios de aparência antiga que contrastavam com algumas construções modernas em estilo de hoje. Quero, em nome de minha família, amigos e muitos conterrâneos aqui radicados, desejar a São Paulo no orgulho dos seus 460 anos de existência, toda felicidade merecida e o progresso que se estende a todos nós que pisamos na sombra de sua bandeira imaculada. São Paulo, 25 de janeiro de 2014. Hozanan Rodrigues Parente.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

FALANDO DE SAUDADE A saudade é um sentimento que nos comove e que nos faz voltar ao passado. Imagino que se não dispuséssemos da faculdade de captar, por nossa mente, as imagens dos fatos idos e vividos a nossa vida talvez não tivesse a menor graça; não disporíamos de tantos momentos lindos, bons e eternos, como os que registramos no nosso cérebro. Fatos antigos parece que aconteceram ontem, comportam-se como em um filme. É claro que os acontecimentos desagradáveis são bloqueados ou "editados" para que não nos torturem o espírito. Nos dizem os cientistas, estudiosos do cérebro, que as lembranças antigas são mais consistentes que as mais recentes. Não desejando, aqui, cogitar de nenhuma teoria sobre o tema em questão, concordo plenamente, até com base em minhas observações e experiências pessoais, que efetivamente as lembranças antigas representam imagens mais fortes e mais nítidas. Tenho nos meus arquivos memoriais fatos que confirmam o que estou afirmando, especialmente aqueles da época de criança. Tais imagens são, para mim, verdadeiro tesouro porque me fazem voltar no tempo. Nos momentos difíceis da vida em que algo parece me tornar um pouco infeliz relembro fatos bons que veem de um tempo distante, trago lugares agradáveis, lembro de pessoas ou familiares queridos que já não se encontram entre nós e tudo faz melhorar o humor e recobrar a alegria. Na incrível sincronização corpo-alma eu volto a ser feliz, de uma felicidade possível para a paz que desejo, e que todos desejamos. A riqueza do nosso cotidiano, feita de auto-estima e das lembranças coloridas do despertar da vida é algo que só pode ser compreendido se penetrarmos nas profundezas da palavra "saudade". Li, num calendário antigo, de um poeta cujo nome não recordo, umas estrofes que falam de saudade de forma explícita e comovente: SAUDADE! Saudade! Uma casinha pendurada ao morro em uma sombra musical de pássaros cantores e uma viola soluçando no quintal! Saudade! Há quem me dera ter os meus tesouros, uma velhinha de cabelos brancos e uma menina de cabelos louros. Àqueles que me encontram sempre nesta página, um forte e fraterno abraço. Hozanan.

domingo, 12 de janeiro de 2014

ONDE ESTÁ A TAL FELICIDADE ? A propósito, todo fim de ano e começo de ano usa-se de forma muito repetida a palavra "felicidade". Todos lembramos do termo como sendo ele o objetivo final de nossas vidas. Ora, cabe no momento uma oportuna reflexão sobre o seu conteúdo. Mais uma vez, inicialmente, desejo a você um feliz ano de 2014. Que tudo de muito bom se realize para você e seus familiares. Já pedi desculpas a todos, por que, por várias vezes abriram este blog e deram pela ausência de textos novos. Estas pequenas crônicas que me proponho trazer a este espaço gráfico serão sempre mais sentidas do que cronografadas. Devo explicar que fatos alheios a minha vontade impediram-me de ser mais regular neste compromisso. Tentarei fazer, com alma e coração, com mais regularidade, as considerações que faço aqui, para que minha presença "online" seja de fato real e bem vinda ao meu pequeno e seleto grupo de leitores. Ora, a palavra "felicidade" já foi posta na primeira linha grafada. É uma ideia que todos cobiçamos, desejamos e buscamos. Mas, o que ela significa e onde devemos procurá-la ? - Como se trata de uma ideia abstrata, não será muito fácil procurá-la. Ataufo Alves, um compositor-sambista, carioca, que viveu no início do século passado, cantou em uma de suas obras, referindo-se a fatos corriqueiros de sua infância e cidade natal Miraí (RJ): "eu era feliz e não sabia..." Parece-nos que a tal "felicidade" não é ter muito dinheiro, muita fama ou muito poder. É antes de tudo um estado da alma onde nos sentimos em plena harmonia conosco mesmos, e com a natureza. Eu imagino que nem precisamos atingir o "extase", esta exaltação do "eu" em que quase exorbitamos de nosso corpo físico e atingimos um mundo supra-natural, que foge ao estado humano, para atingirmos a felicidade. Não é fácil falar sobre tal conceito, mas imagino-o como algo superior ao nosso estado físico. Tentarei, por outro tipo de linguagem, esboçar uma ideia que venha a falar, por outro caminho o que eu mesmo entendo por felicidade. O QUE É FELICIDADE. Felicidade! É um menino alegre livre pelas ruas a brincar sem medos, sem contar as horas do retorno ao aconchego sadio do lar. Felicidade é não ter preocupações ou compromissos inadiáveis, só sorrisos e nem ver o tempo passar. Felicidade! Quantas vezes a temos sem mesmo notar. E ela está no nosso inconsciente em meio à simplicidade em que vivemos sem pagar sem sentir as ameaças de ela fugir de repente e nunca mais voltar. (Hozanan)
Prezadosleitores deste blog, desejo, inicialmente, desculpar-me pela longa pausa nas edições postadas que significou uma indesejada interrupção do nosso contato, da nossa comunicação. Não posso avaliar se há algum significado real do que aqui me ponho a escrever, mas tenho alguma consciência sobre o respeito que devo a você, amigo leitor, que de alguma forma tenta me prestigiar com sua atenção e respeito pelas idéias escrivinhadas neste espaço, que amorosamente dedico a quem num momento de solidão ou de maior interesse pelo que os outros pensem venham satisfazer a sua aguçada curiosidade. Sei que não foi esta a primeira interrupção,mas reafirmo que me esforçarei para que tal não venha mais acontecer. Em seguida, e finalmente, quero desejar a todos os que me acompanham que tenham um feliz e proveitoso 2014. Que em seus lares brilhem a paz e a felicidade neste ano que iniciamos. Agora, retomaremos o nosso blog. Até daqui a pouco.

sábado, 26 de outubro de 2013

COPA DO MUNDO

Em 2014, teremos em nosso país a "copa do mundo". Isto será ótimo para o Brasil, para a boa divulgação da nossa cultura, da nossa gente, enfim, de todas as nossas potencialidades. Não resta dúvida que isso é um lado muito positivo, da realização da copa. O que não sabemos, de fato, é se o preço pago por tantos aparatos que a mídia mostra será um preço compensador. - Será que não estamos pagando demais por um "glamour" que não garante um retorno financeiro justo? _ Será que estádios enormes, construção de acomodações caras, com investimentos absurdos, não se transformarão em alguns "elefantes brancos" perpétuos que no futuro só servirão de "refresco" às memórias políticas dos monumentos supérfluos e incentivo ao superfaturamento que engordará a conta bancária de alguns construtores "espertos" e inescrupulosos. A grandeza de tal acontecimento me traz reflexões que escapam da "copa" para o esporte, propriamente dito. Eu entendo que a palavra "esporte" traduz-se em uma atividade que tem muito a ver com a saúde das pessoas, de qualquer idade, seja ele praticado em qualquer modalidade. Com relação ao futebol, considero um esporte interessante desde que sirva como incentivo à prática amadora, para o benefício das pessoas que desejarem ter uma cultura de vida saudável. Mas discordo, veementemente, do futebol "torcida fanática", principalmente daquela que conduz ao vandalismo absurdo, cujos grupos se parecem com representantes dos históricos países bárbaros. Para completar, um pouco de poesia, do poeta Laurindo Rabelo (clássico, do século passado). O TEMPO Deus pede estrita conta do meu tempo É impossível do tempo já dar conta. Mas como dar sem tempo tanta conta Eu que gastei sem conta tanto tempo? Para ter a minha conta feita a tempo Dado me foi bem tempo e não fiz conta. Não quis, sobrando tempo fazer conta Quero hoje fazer conta e falta tempo. Oh vós que tendes tempo sem ter conta, Não gasteis vosso tempo em passa-tempo. Cuidai em quanto há tempo em fazer conta. Mas, oh se os que contam com seu tempo Fizessem desse tempo alguma conta Não choravam, como eu, o não ter tempo. O meu abraço a todos. Peço desculpas pela demora em colocar a postagem neste blog. "È custoso do tempo já dar conta..." Até a próxima.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O MUNDO DAS ÁRVORES

Muitas vezes ao andar pelas avenidas, calçadas ou parques, sob as sombras das árvores algumas delas frondosas de grande porte, outras pequenas, na adversidade de tipos existentes: baixa, média, de caule alto, grosso ou fino, contendo muitos galhos ou com muitas folhas no topo, caracterizando seu jeito próprio dou asas à imaginação. Ou ainda numa analogia com tipos humanos, semelhança física alta, baixa, com o vento ajudando na atitude de movimentos, vou associando. Como "vegetal" e "animal" são reinos diferentes esforço-me para então estabelecer uma boa comparação. Acostumei-me a comparar árvores às pessoas, quando às vezes as julgo tristes, angustiadas ou envergonhadas, pela sua aparente postura. Também posso imaginar quando estão a comunicar-se entre si, talvez com suas secretas mágoas. Uma coisa é certa: tem árvores vaidosas, verdadeiras "mulheres", quando exibem flores vistosas com cores vivas e de pétalas sedosas; vez por outra encontramos palmeiras com cipós trabalhados, verdadeiros "colares" femininos a realçar a elegância bem própria das mulheres. Passarinhos, borboletas, os córregos e o próprio vento lhes auxiliam quando assumem a missão de levar algo como o pólen ou sementes a outros pontos da terra, para alguma conquista especial de expansão dos seus domínios. A árvore é também uma "mulher-mãe", quando expõe sua generosidade para saciar a fome de outros seres, como os passarinhos e outros partícipes do reino animal. A serventia da árvore vai muito além, quando se presta ao emprego na confecção de móveis, componentes das construções de moradias e tem tantas outras utilidades após ser descartada da vida. O mundo civilizado, hoje, busca uma retratação para com esses seres, onde "ecologistas" tentam de muitas formas sensibilizar o mundo para sua importância e preservação de suas cidades naturais, as florestas. O nosso respeito às árvores seria a melhor forma de agradecermos pelo que elas tão generosamente nos concedem. Quando as árvores são cortadas sem motivo ou necessidade especial é certo que isto representa uma violência. É um ser que tem vida e sensibilidade própria. Para ilustrar poeticamente o nosso texto acima recorro ao grande príncipe dos poetas brasileiros Olavo Bilac, com o seu célebre soneto, Velhas Árvores Olha estas velhas árvores mais belas/Do que as árvores novas mais amigas/ Tanto mais belas quanto mais antigas/ Vencedoras da idade e das procelas. O homem, a fera e o inseto à sombra delas/ Vivem livres da fome e fadigas/ E em seus galhos abrigam-se as cantigas/ E os amores das aves tagarelas. Não choremos amigo a mocidade/Envelheçamos rindo/Envelheçamos como as árvores fortes envelhecem/Na glória da alegria e da bondade/Agasalhando os pássaros nos ramos/Dando sombra e consolo aos que padecem. Um especial abraço a todos que leem e até a próxima e breve publicação. Hozanan.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Reflexão sobre o "Dia dos Pais"

Agora que já se passaram os dias de quase uma semana, sendo uma data comemorativa de relevância no nosso calendário, como "dia das mães", "dia dos namorados", "dia das crianças", etc. Cabe aqui uma reflexão fria, em face da importância sócio-econômica de que estão revestidas as datas consideradas e em particular aquela cujo enfoque nos interessa, no nosso comentário presente, o dia dos pais. Claro, eu não criticaria o comércio que embarca na oportunidade de vender mais, faturar alto em tais datas e nem censuraria os agentes publicitários por dourar a pílula dos sentimentos humanos, às vezes mais bem intencionados e honestos. Em datas como o natal, ano novo, por exemplo, as pessoas compõem o seu ritual com mais comida, mais presentes e pouca espiritualidade, até porque a mídia não se importa muito com aquela criança feita de carne e osso, como eu e você,(é o caso do "natal") mas portadora da grande mensagem de fé e esperança que surpreendeu na época um mundo pagão e caótico, marcando, também, a história do planeta com algo valioso que veio enriquecer a humanidade. Bonito é ver o dia dos pais na sua mais perfeita organização: reunião de família, presentes, depoimentos emocionados;reconciliações inesperadas, episódios dramáticos dos quais nós participamos e compartilhamos sem nos apercebermos. E nós protagonistas ou não, ficamos felizes, na fé de que nos próximos anos este mesmo dia venha nos regozijar e premiar a nossa alto-estima com a "bênção" de um novo "dia dos pais". E agora eu lhes pergunto: por justiça este bendito dia não teria que ser todo dia? - Um dia só é muito pouco para honrar o pai (como à mãe, como à namorada ou namorado)? - Como podemos justificar tal contradição?... É que pais e filhos nem sempre partilham da mesma harmonia que por natureza devia povoar o mundo deste planeta,no dia-a-dia dos relacionamentos sociais a que todos estamos sujeitos. Quero complementar, aqui, com algo poético em que Augusto dos Anjos no seu soneto célebre, A Árvore da Serra, nos narra a história dramática de um diálogo entre pai e filho, que não chegaram a um acordo sobre o que questionavam. Augusto dos Anjos, poeta clássico que viveu no início do século passado, era professor originário do estado da Paraíba. A ÁRVORE DA SERRA As árvores meu filho não têm alma E esta árvore me serve de empecilho. É preciso cortá-la, pois meu filho Para que eu tenha uma velhice calma. Meu pai por que sua ira não se acalma? Não vê que em tudo existe o mesmo brilho? Deus pôs alma no cedro, no junquilho Esta árvore, meu pai, possui minh'alma. Disse e numa rogativa: Não mate a árvore pai, para eu viva. E quando a árvore olhando a pátria serra Caiu aos golpes do machado bronco O moço, triste, se abraçou com o tronco E nunca mais se levantou da terra. (Augusto dos Anjos) PS. Os meus queridos leitores recebam o meu abraço agradecido por compartilhares comigo deste pequeno mundo de comunicação. Até breve. Hozanan.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Próxima postagem.

Quero informar aos amigos leitores que no início da próxima semana estarei postando nova matéria. Por enquanto recebam um abraço muito especial, e o muito obrigado por visitarem o meu blog. Cordialmente, Hozanan.

sábado, 3 de agosto de 2013

TAMBÉM VOU FALAR DO PAPA

Há poucos dias nosso país sentiu-se iluminado, nem tanto pela luz do sol, pois a chuva a apagou, nem tanto pelo calor do solo, pois o frio do inverno o anulou, mesmo lua e estrelas não tiveram sua vez. Um clarão maior que por aqui passou focou e deixou sua marca em corações jovens, que ganharam energia, os daqui como os de outros mundos, aqui presentes, mostraram à vida que de vez em quando ela precisa ser "passada a limpo". Papa Francisco a todos, jovens e não jovens, conquistou quer por seu brilho pessoal, quer pela missão da qual está imbuído ou pela energia divina da qual está investido. O Papa, aqui chegou num momento crucial, onde por coincidência ou não, o povo estava (ou será que ainda está?)numa indecisão social, não se sabe se por um toque divino ou se por necessidades materiais evidentes, onde procedimentos políticos, desmandos históricos e inconsequentes mexeram no fundo da consciência coletiva e dando um "basta", foram à rua protestar. Papa Francisco apaziguou e refez convicções com sua luz discreta, vibrante e eficaz. Papa Francisco trouxe a luz, a esperança e a energia convidando os jovens, com a palavra clara da "revolução", embora no bom sentido, o da mais pura ação construtiva. Saudades do Papa Francisco! Agora o meu poema complementar: O ESTADO JOVEM Este ser, o jovem adolescente vive a carência de ternura e fantasia. Vive o dilema entre passado-criança e o vir-a-ser adulto, no mais puro alvorecer da existência. E na aurora deste amanhecer embeleza-se e embeleza o mundo encanta a vida, para todos sob o eflorescer da eterna juventude. Assim, vão-se os anos e a vida passa em um rápido eclodir de "não eternidade" passando ele a ver um "mundo" onde havia outro mundo. Neste exato momento começa a metamorfose em sua alma e o acordar para a realidade planeta-terra... É quando o jovem pós-adolescente vai à praça e cobra "direito de igualdade", para si e para todos, não vendo razões sobre si para não fazê-lo e passa a lutar feito adulto total, pelas causas humanas, sem quaisquer egoísmos, onde os maus político não enxerguem necessidades. E o jovem cobra, o jovem luta, sua pele em perigo, "mas não importa", ele é bravo, ele é forte, ele é digno e tudo fará por um mundo melhor. Sua paixão é enorme e a chama deste amor talvez venha a incandescer outros corações já macerados pelos desencantos da vida e desilusão sobre a bondade humana, que também um dia tivera quando jovem... No bojo de suas ideias, há preocupações com o mundo, hoje, que amanhã será sua responsabilidade para o bem estar seu, de sua gente e de seu país... Jovem, motivaste o teu meio derretendo corações congelados e avivando, assim, as cores de tua bandeira-pátria. És forte, és bendito e és bem-vindo! (Hozanan) PS: Dedico este artigo aos leitores amigos e amigas, Ana Lúcia, Milena, Haidyl (minha esposa), Heidy e Ulisses,Hânya, Tia Ninna (da itália), Mayra Abdo ( de Brasília),Sheyla Fredenhagem (de Brasília ), Denise (da Crif) e a todos os eventuais leitores, que me honram com a sua leitura e atenção.

domingo, 21 de julho de 2013

RETOMANDO A CAMINHADA

Eu havia feito uma pausa na caminhada das publicações. Estou agora retomando o caminho, talvez com lentas passadas mas com o meu objetivo firme de chegar a algum lugar. Na verdade,parei com a postagem do blog há cerca de três anos, por motivos particulares que não valem a pena comentar. Ora, como o mundo mudou,fatos novos estão acontecendo, nos outros países como aqui também, no nosso Brasil. E como "todos temos algo a dizer" eu também vou dizer algo que signifique a minha opinião pessoal, na qualidade de cidadão, como todo mundo, partícipe da moderna sociedade atual, que tem vastos meios de informação onde cabe a cada um assimilar os fatos e interpretá-los a seu modo. Tenho acompanhado pela mídia os acontecimentos recentes. Um misto de otimismo e preocupação me domina. Por um lado ver o povo, principalmente os jovens em marcha pelas ruas, a exigir direitos e mudanças gerais me traz a esperança, por outro lado resta a dúvida ou o "medo" de que no final nada aconteça, em face da índole própria e pacífica da nossa gente brasileira, tendo em conta a nossa história política. Na década de 60 eu era um jovem estudante e presenciei os desdobramentos das mudanças ocorridas no país, com algumas consequências lamentáveis. Na década de 80 testemunhei o "movimento pelas diretas já", em 1992, com o povo e principalmente os jovens na rua, acompanhei a saída brusca de Fernando Collor da presidência da república. O preço pago pelo movimento (reconhecidamente necessário) do povo, com o sacrifício e desgaste das instituições é algo doloroso. Se der resultados, terá valido a pena; ou talvez encaremos os fatos como no otimismo poético do Mahatma Gandhi, com sua luta pessoal pelos direitos de seu povo: "Se não houve frutos valeu a beleza das flores. Se não houve flores valeu a sombra das folhas. Se não houve folhas valeu a intenção da semente". ERÇO Quero deixar claro que não pretendo, aqui, abordar temas polêmicos tais como "política", "futebol" e "religião". O meu interesse está na área que tem a ver com as artes em geral, onde comentários e abordagens estejam ao nosso alcance e se atenham ao plano do "politicamente correto". Como sempre faço, encerrarei este artigo com um poema meu, que suavise de alguma forma as ideias aqui expostas: NO BERÇO ESPLÊNDIDO Brasil, nosso querido Brasil país de sonhos e de um futuro brilhante! És símbolo do mais puro e ardente amor. Pátria nossa que nos viu nascer, crescer e sonhar e que guardamos dentro do peito junto com as cores e marcas de tua bandeira e o som vibrante do teu hino, com o sol, com o céu, estrelas, lua e mar! Brasil tens a cara da tua gente: pura, alegre e feliz... Mas que tem partes ocultas, vergonhosas indignas do clã a que pertencem, por terem opção pela corrupção trazendo, por si, uma herança vergonhosa e maldita que nos faz doer na alma. Na época do impeachment, anos 1992 valeu o jovem "carapintada" que ajudou Collor ruir. Mas hoje (20 anos depois) nas passeatas de "por um Brasil melhor", ativistas "tins", que eram crianças de colo na época de Collor hoje lutam mediante a consciência clara de que "Collor, na época não colou" e o país ainda continua imponderável inconformado e impune mal administrado, seu povo carente e sempre ignorado. Brasil, amado Brasil mesmo assim te entregaremos e te confiaremos aos nossos descendentes certos, nós, que te farão retornar ao "berço esplêndido" que te viu nascer... Enfim te farão crescer ao esplendor.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ESTAMOS DE VOLTA

Depois de uma longa ausência, sem qualquer comunicação com os meus poucos, especiais e fiéis leitores deste blog, retorno para, pelo menos, dar-lhes um "Oi!". Muita coisa passou desse tempo para cá, mas a música não existiria se além da melodia não existisse também a pausa. No nosso caso, "pausa para meditação". Meditando, concluí que a comunicação, em qulquer nível possível é muito importante. Importante, porque se na prática do dia-a-dia os amigos, os seres que fazem parte integrante do nosso "universo" pessoal, não podem estar sempre junto a nós,teremos então de procurá-los e alcansá-los de alguma forma. Vivemos, hoje, felizmente, num mundo moderno onde praticamente a distância não existe. Sendo assim a comunicação é algo espontâneo e imediato. Estão aí o telefone, a internet, este blog, para que celebremos o grande privilégio da "comunicação". Esta palavra, tão usada e até abusada, exclui totalmente a sua oposta, que é a palavra "solidão". Muitas vezes censuramos e maldizemos a pessoa "solitária". Esquecemos, muitas vezes, que uma pessoa pode estar solitária ou sozinha, mesmo estando no meio de uma multidão. Não adianta estar rodiada por pessoas que não são do mesmo mundo seu; e não se entenda por "mundo seu" ter exatamente as mesmas idéias, torcer pelo mesmo time, gostar de ir aos mesmos lugares. Isto é até fácil de se preencher. A grande questão é a presença, física ou não, das pessoas que nos são especiais, caras, imprescindíveis. Tais pessoas existem no nosso mundo e são insubstituíveis. Neste ponto, tudo fica mais claro e solucionado com a comunicação propriamente dita. E aí está, do meu ponto de vista, o motivo pelo qual resolvi alinhavar estas presentes ideias.
Sem querer voltar a fatos passados, momentos do nosso País que não dão saudade mas até comparações positivas, vou terminar, aqui, com um antigo poema, onde, na época eu externava um pouco de minhas frustrações e desapontamentos.

UMA FÁBULA BRASILEIRA

Era uma vez, três amigos da classe média:
O Luxo, O Dinheiro e o Bom Senso.

Moraram juntos durante longo tempo
e eram muito felizes.

Um dia, o Bom Senso teve que afastar-se
do País - fora chamado para uma missão
de paz: precisava colaborar com seu governo...

Com a sua ausência, acabou por separar-se
O Dinheiro do Luxo...

Quanto ao Bom Senso,
pediu visto de permanência no outro País.
Dizem que lá, vive muito contente.

P.S. Aos queridos amigos, que também povoam este mundo dito "virtual": A qualquer momento comunicarei uma pequena surpresa, que estarei doravante preparando para todos.
Um abraço. Até breve.
Hozanan Parente

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

PAPAI NOEL E O NATAL

Ambrosino sentou-se naquele banco do ponto de ônibus sem saber, como nos outros finais de dias, quanto tempo teria de esperar pela próxima condução que o levaria à família e ao descanso de mais um árduo dia de trabalho. Era mais um final de ano, tempo de festas em que o clima natalino torna as pessoas felizes, daquela felicidade que ele conhecia bastante, do alto dos seus 48 janeiros. Era sempre a mesma história, o mesmo clima de consumismo, de comidorias; presente para cá, presente para lá, tudo em nome de um "Papai Noel" inventado, cuja crença ficara perdida nos últimos 40 anos de sua existência. Ora, esse Papai Noel fôra-lhe uma grande decepção que felizmente desocupara a sua mente, como o fizeram muitas outras lendas da sua primeira infância. O bom mesmo era pensar na história do nascimento de Jesus. O Natal pelo menos era era um fato real.
Aquele outro senhor, com ares de velhinho pacato, que tomara o assento também junto a ele embora mostrando uma atitude inquieta não o havia perturbado. Advinhara que ele, Ambrosino, no seu extremo ar de cansaço não estava para conversas. Foi tanto que não havendo sinais de próxima chegada do seu ônibus ele pôs-se a relaxar para não dispersar as suas energias já tão esgotadas naquele período.
Mas ao contário da impressão inicial causada agora o sujeito do seu lado resolveu abordá-lo e foi persistente em dirigir-lhe a palavra: "Amigo, sei do seu cansaço, advinho a sua história de vida e sei também da sua decepção. Você tem toda razão em não crer em lendas atoas. Pelo menos você acredita que um menino nasceu num destes dias, que o calendário chama de Natal, que veio com uma missão muito especial... Eu não quero importuná-lo, mas receba de lembrança esta caixinha ofertada por um desconhecido..." Ambrosino, meio assustado, aceitou e abriu, curioso,aquela caixinha ao passo que num olhar lateral tentava entender aquele tipo exótico e enigmático. Desatou a fitinha e da caixa emergiu uma estrela estranha colorida, com cores brilhantes e luminosas que jamais foram vistas pelo nosso protagonista. Assustado ele fixou o olhar naquele bondoso companheiro de assento, homem maduro, de barba cerrada e de cor branca, e uma forte emoção apoderou-se dele, agora já um pouco perturbado. Então dirigiu-se ao homem: "mas quem é o senhor?" - Afinal o que está se passando? - O senhor me lembra a (ia dizer a figura do Papai Noel...) mas o outro o interrompeu: "Lembre-se, não existe Papai Noel..." Ele ia falar algo, porém Ambrosino despertou, com o barulho do ônibus, agora já no ponto de levá-lo para casa.
Caramba, dormi pesado e até sonhei! - Acho que voltei 40 anos. Nos meus 8 anos eu acreditava. Agora estou convencido de que há mesmo um tal "espírito natalino", que deixa a gente envolvido. E o Papai Noel, é claro, não existe, mas tudo se passa como se de fato ele existisse!

P.S. A VOCÊ
É neste clima de Natal que deixo, aqui, os meus votos e os da minha esposa Haidyl, a todos os amigos e amigas queridos, que acessam este blog. Desejamos que 2010 seja, para todos, um ano de paz, amor e prosperidade.
Convido-os a acessar, também, a página: www.casadopoeta.ning.com
Hozanan. Praia Grande - S.P. - 15/12/2009.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PARA VOCÊ QUE NÃO GOSTA DE POESIA

Você realmente pensa e até comenta:"não gosto de poesia, ela não faz qualquer sentido para mim..." Ora, caro amigo leitor, você está certo e tem todo o direito de "não gostar de poesia", assim como há quem não goste de teatro, de dança, de música e até há quem não goste de futebol. Isso faz parte da universalidade dos gostos. O que seria do azul se todos gostassem só do vermelho? O que é importante, no caso, é você analisar com mais profundidade o que entende pelo conceito de "poesia". Antes de tudo devemos lembrar que a Poesia é um grande motivador que desenvolve a ação. O poeta não é um mero contemplador de estrelas, sol ou luar. É, antes de tudo, um determinante da energia vibrante, de um ideal sonhador porém impregnado de ação. Muitos poetas foram ardorosos revolucionários. Por exemplo, Walt Whitman (1819 - 1892) é considerado o poeta da Revolução Americana, como escreveu o poeta Paulo Leminski : "Antena de raça", o poeta capta, nos tempos de comoção social, a tremenda energia vital liberada pelas grandes transformações coletivas, em seu momento agudo, revolucionário ou insurrecional. Assim, se Maiakovski (Vladimir Maiakovski, 1893 - 1930)é o poeta da Revolução Russa, não é exagero dizer que Walt Whitman é o poeta da Revolução Americana, ocorrida uma geração (1776) antes do seu nascimento.Da revolução que expressa, a poesia de Whitman herdou todos os traços fundamentais: o libertarismo individualista, o igualitarismo antefeudal, a vitalidade inaugural do capitalismo na América, o otimismo ativista de um povo de vikings, a vertigem da abertura de inimaginadas fronteiras geográficas, econômicas e técnicas. E também emocionais, existenciais e pessoais."This is na big country". "This is a free country". Nessas frases, que decoramos em filmes de faroeste, condensa-se o essencial da ideologia que informa os versos do pai do verso livre, o pai do verso louco, o pai do verso novo.
Um amigo meu declarou, certa vez: "não gosto de poesia, não consigo identificar esta tal poesia..." Mostrei, então, a ele, que os atos do nosso dia-a-dia, dos quais tanto gostamos, não passam de pura poesia. Na exemplificação que lhe mostrei ele então reconheceu a poesia, de fato "poesia". Se bem verificar-mos muitas vezes somos verdadeiros "poetas" e nem desconfiávamos...
Cedamos a palavra versificada aos nossos focalizados poetas "revolucionários".

O PRÓPRIO SER EU CANTO
(Walt Whitman)
O próprio ser eu canto:
canto a pessoa em si, em separado
- embora use a palavra Democracia
e a expressão Massa.

Eu canto o Corpo
da cabeça aos pés:
nem só o cérebro
nem só a fisionomia
tem valor para a Musa
- digo que a Forma completa
é muito mais valiosa,
e tanto a Fêmea quanto o Macho
eu canto.

A Vida plena de paixão,
força e pulsão,
preparada para as ações mais livres
com suas leis divinas
- o Homem Moderno
eu canto.

O poema seguinte é de Maiakovski, feito ao companheiro Iessiênin, pouco antes de ele (Maiakovski) suicidar-se com um tiro na cabeça.O outro fizera-lhe um poema com o sangue colhido das veias do pulso, cortado no momento do seu suicídio:

Até logo, até logo, companheiro,
Guardo-te no meu peito, e te asseguro:
O nosso aafastamento passageiro
É sinal de um encontro futuro.

Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.
(Maiakovski)

Outro revolucionário, de poesia marcante, é Charles Baudelaire (1821 - 1867).
Nasceu e viveu na culta Paris. Seu poema, para finalizar.

O HOMEM E O MAR
(Baudelaire)
Homem livre, hás de sempre estremecer o mar!
O mar é teu espelho, e assim tu'alma sondas
Nesse desenrolar das infinitas ondas,
Pois também és um golfo amargo e singular.

Apraz-te mergulhar ao fundo de tua imagem!
Nos braços e no olhar a tens; teu coração
Às vezes se distrai da interna agitação
Ouvindo a sua queixa indômita e selvagem.

Sempre fostes os dois reservados e tredos;
Homem - ninguém sondou as tuas profundezas;
Mar - ninguém te conhece as íntimas riquezas;
Tão zelosos que sois de guardar tais segredos.

Já séculos se vão, contudo, inumeráveis
Em que lutais sem dó um combate de fortes;
E como vós amais os massacres e as mortes,
O' eternos rivais, o' irmãos implacáveis!

Até o próximo, amigos. (Hozanan).

P.S.-SOCIAL:
Ofereço a todos os amigos, leitores, quer gostem ou não da nossa Poesia.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PARABENS, QUERIDOS PROFESSORES!!!

Neste dia, evocado em 15 de outubro,será ou deveria ser um dia muito importante para os mestres-professores.Júbilo, orgulho, alegria e festa seriam componentes obrigatórios levados a esta empreendedora categoria de cidadãos que tão bem escolheram a profissão, representada por um ideal indiscutível. O professor traz em si aquela chama que se multiplica e se desdobra em garantia de possessão da cultura diversificada, de amor a causa social, de atitude paternal ou maternal e fraternal, de compromissos com a história pátria e a forte noção de cidadania. A missão, o trabalho do professor representa, sem exageros, uma tarefa divina: o seu grande objetivo é transformar almas em branco, onde nelas, feito papel, escreverão a vida e o destino de seres que regerão o progresso e o futuro de uma nação. Haja vista que nos países onde há uma mais clara consciência sobre tais responsabilidades os professores representam uma elite. A sociedade que os integra sabe respeitá-los.
Todo grande empreendimento, sejam eles no âmbito da tecnologia, da indústria ou do comércio, que fazem a grandeza do país em questão, tem sua base fincada no alicerce dos conhecimentos que foram plantados por professores. A Escola e o Professor entregarão os "rudimentos" ao futuro cidadão, treinando-o para o sentimento de justiça, para partilhar o mundo fraternalmente e torná-lo um partícipe do desenvolvimento do seu grupo e enfim, para o desfrutar honesto e consciente das alegrias da vida.
Infelizmente a nossa nação brasileira, com os seus símbolos maravilhosos, trazendo a ênfase da "Ordem e Progresso"
não acordou, ainda, do "sonho intenso" para a importância que representam os nossos professores. Guardamos as lembranças afetivas dos nossos queridos mestres, que nos pautaram e marcaram a nossa caminhada rumo à vida.Apenas com o nosso sentimento de gratidão reverenciamos os seus vultos gravados em nossas retinas; então bendizemos as coisas boas e úteis que eles carinhosamente nos intregaram, na sacrossanta Catedral da Escola.
Aos professores, aos queridos e laboriosos mestres, quer sejam das universidades, dos colégios, das escolinhas ou dos cursos profissionalizantes e em todos os níveis, recebam, nesta data, os nossos mais efusivos cumprimentos e o augúrio de que realizem o grande sonho do reconhecimento a que tem o sagrado direito.
Só para abrandar a realidade do que acima foi posto,deixamos aqui um pouco de descontração, de forma poética,junto com o nosso fraternal e carinhoso abraço.

NO DIA DO PROFESSOR


Professores
são adolescentes de cabelos brancos (muitas vezes)
que pela vida a fora vão sonhando azul.

Professoras,
são "mães" inconscientes
que no seu dia-a-dia levam à classe
o "leite" e o "pão" do saber
e, ainda, até embalando o sonho edipiano
do adolescente.

Professores e professoras
teimosamente seguem avante
sem ligar para o não reconhecimento
à bravura idealista e utópica
do seu trabalho...

Professor, professora
heróis anônimos,
o mundo muda em cores
e a vida se acomoda
mesmo com os novos sons
e as novas imagens deste mundo moderno.

Mas, dia virá em que os professores
desta terra
qual a fênix da lenda
renascerão das cinzas e crescerão
para a importância e o reconhecimento
que bem lhes cabem e merecem. (Hozanan Parente)

P.S. SOCIAL
Destaco, aqui, para um especial abraço aos professores:
Haidyl (sócia do dia-a-dia), Hadiê e Alberto (em Araraquara),Cida, Kedma e Ludimar (da Casa do Poeta - P.Grande),Ana Lúcia, Ulisses e Heidy (esta última, que agora junta-se ao grupo). E a você, Professor ou Professora; e a todos que acessam este blog
e que sempre carinhosamente me honram com a atenção de leitor.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

É POSSÍVEL SER SER FELIZ !

Numa madrugada insone eu, em frente da TV, meditava sobre o documentário em exibição que, esteticamente não era grande coisa, mas prendeu-me a atenção pela singularidade do seu conteúdo. Sugeriu-me tal apresentação a grande reflexão da atual sociedade sobre o que é importante na vida de cada um de nós, isto é, o que realmente dá sentido e confere a alegria da existência humana: Numa favela de grande porte, em morro conhecido do Rio de Janeiro, as pessoas mostrando características de gente do bem, tinham o seu dia-a-dia apresentado numa "crônica" de imagens onde o diretor flagrava os momentos da comunidade dando grande destaque à solidariedade entre os moradores, que se empenhavam, numa luta vida-ou-morte, na solução dos seus problemas comuns.Eram focalizados os momentos onde a construção da moradia requeria o trabalho e a dedicação de todos. Homens, mulheres e até crianças enfrentavam as dificuldades do erguer a parede, do concretar a laje e tudo enfim que se fazia necessário para produzir a humilde casa residencial. Mas sempre que mudava a cena, no quadro a seguir, via-se a alegria e felicidade estampadas em seus rostos; fosse na refeição em comum, no lazer posterior, enfim,na convivência alegre e descontraída dos seus partícipes, estavam visivelmente contentes.
Eu pensava, então, na vida difícil daquelas pessoas, na dureza de ter elas que trabalhar, de sol a sol, no emprego e num fim de semana que seria destinado a um merecido descanso, ao invés disso ir integrar um mutirão pesado, para realizar a difícil tarefa de concretizar o sonho de um deles.
Lá, em meio às risadas, na distribuição da comida, com suas cervejas e refrigerantes, lá estavam eles alegremente comemorando a sua boa ação, com a mais aparente fisionomia de felicidade. A felicidade ingênua e pura das pessoas despojadas, mostrando a limonada feita com o "limão" que a vida lhes deu. Eu, finalmente, pensava: "a felicidade é de fato a consciência do praticar o bem; não importam as coisas materiais do alto consumo para sermos felizes"... Há as poucas e pequenas dádivas da vida para proporcionar uma alegria interior. As carências da alma poderão ser satisfeitas de forma ponderada, se formos honestos, crédulos e receptivos. É claro que é muito bom ter dinheiro, resolve problemas; só que ele não garante a felicidade de ninguém.
Falando de morro ou favela, componente obrigatório da realidade urbana, não podemos esquecer o seu lado poético, cantado pelos nossos compositores-sambistas, e que hoje, lamentavelmente,recebe a participação indesejável e intolerável de elementos que nem são simplesmente "excluídos sociais" mas sim "excluídos da lei". Não devemos, de forma alguma, alimentar o preconceito sobre morro ou favela (onde moram muitas pessoas honestas, trabalhadoras). Na história das grandes cidades morros e favelas tem sua tradição contada e respeitada. O nosso grande Machado de Assis era originário do Morro do Livramento, no Rio de Janeiro. as pessoas eram pobres, em tais locais, porém dignas e respeitadas.
Do meu ponto de vista a poesia continua, de qualquer forma, inerente ao mundo do morro ou favela. Deixo-lhes, aqui, os meus versos, junto com o meu abraço:

A HORA DO CREPÚSCULO

Morre o bom dia de sol !
- este dia sou eu.

Perde-se a claridade no ocaso !
- este dia sou eu...

Além, vê-se a escuridão;
as estrelas já brilham.

O silêncio da noite
o mistério das horas
a tristeza do universo
espalhando incertezas
e uma dor cruel
imensa
resignada e amarga, dos seres vivos
que transcende a existência
e ao melhor dos sentidos que ela possa conferir
aos seres viventes
nesta hora do crepúsculo.

Este dia, também, sou eu. (Hozanan Parente)


P.S. - SOCIAL
Deixo, aqui, um especial abraço ao Felipe Mauriene, à Neuma e Francisco, em especial à Ana Lúcia (com parabéns pelo aniversário) e a você, amigo leitor que também me acessou.